Na IX New Space Atlantic Summit, Francisco Serdoura destacou a importância de preparar o país para os desafios da saúde humana em ambientes extremos e para as oportunidades científicas e tecnológicas associadas à exploração espacial
A Medicina Aeroespacial representa uma oportunidade estratégica para Portugal se afirmar na nova era da exploração espacial. Esta foi a mensagem defendida pelo 4LifeLAB na IX New Space Atlantic Summit, realizada a 24 e 25 de junho, em Lisboa, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater o futuro da economia espacial, da ciência, da inovação e da defesa.
Sob o tema “A Arquitetura do Poder: Geopolítica na Segunda Era da Exploração Espacial”, o encontro promoveu a reflexão sobre os novos paradigmas da soberania e da cooperação no domínio espacial, num contexto em que este setor assume uma importância crescente para a segurança, a competitividade e a resiliência da Europa.
A convite da Agência Espacial Portuguesa, Francisco Serdoura, CEO do 4LifeLAB, participou no painel «Exploração Espacial: Que papel para Portugal?», onde destacou a importância de preparar o país para os desafios da saúde humana em ambientes extremos e de desenvolver competências científicas, clínicas e tecnológicas que possam contribuir para futuras missões espaciais.
Moderado por Hugo André Costa, da Agência Espacial Portuguesa, o painel contou ainda com a participação de Cristóvão Sousa, diretor de Investigação e Desenvolvimento do GIMM CARE, Fausto Pinto, diretor do Centro de Estudos de Medicina Espacial, e Rui Diniz, CEO da CUF.
A discussão decorreu num momento em que Portugal procura reforçar a sua participação na investigação espacial e em que a Medicina Aeroespacial ganha relevância como área de desenvolvimento científico e tecnológico.
Neste contexto, Francisco Serdoura sublinha o potencial de Portugal para contribuir para esta área emergente: «A exploração espacial coloca novos desafios à medicina e à inovação em saúde, mas abre também oportunidades para desenvolver conhecimento e tecnologias com aplicações na Terra. Portugal reúne competências científicas, clínicas e tecnológicas que podem contribuir para esta área emergente. A colaboração entre instituições será fundamental para transformar esse potencial em projetos de investigação e inovação”.
A participação na IX New Space Atlantic Summit “reforça o posicionamento do 4LifeLAB na promoção da inovação em saúde e da investigação biomédica, aproximando estas áreas dos desafios da exploração espacial. O 4LifeLAB está disponível para trabalhar em rede na construção de uma visão nacional para a Medicina Aeroespacial”, conclui Francisco Serdoura.


